Por Ptrucio Argolo, curador da mostra. Role e os cards se empilham.
@evento
Futuros Sustentáveis é um convite à reflexão sobre o meio ambiente
e um chamado à construção de um presente mais resiliente e de futuros possíveis para as próximas gerações.
Curadoria
Ptrucio Argolo
Artistas
Eder Muniz, Priscila Tapajowara, Genilson Guajajara e Brenda Guimarães
Linguagens
Escultura, audiovisual, fotografia, arte e design com resíduos
Natureza
Pensar em futuros sustentáveis nos aproxima de uma reflexão sobre a relação que estabelecemos com aquilo que entendemos como natureza.
Parte-se do princípio de que essa relação é intrínseca a nós: estabelecer-nos enquanto natureza, reconhecer a interdependência e buscar uma reconexão entre nossa condição de espécie e a modernidade.
Floresta
A exposição lança um olhar sobre o significado da existência da Floresta Amazônica,
os territórios indígenas e os povos amazônicos, e os modos de vida em que a natureza é sagrada, entidade e parente. Onde não existe ser sem natureza, essa relação não se limita à sobrevivência: ela também constrói formas de perceber, habitar e se relacionar com o mundo não humano.
Atravessamentos
É nesse espaço de atravessamentos que Futuros Sustentáveis reúne artistas de diferentes linguagens e perspectivas.
Suas obras são atravessadas por experiências, pelos territórios que habitam e pelas questões que emergem do presente, em diálogo com a matriz da vida.
O convite
O convite é a um nado pretensioso em águas profundas ou a uma caminhada por uma floresta densa e complexa,
que nos remonta a um tempo anterior ao existencialismo e à busca pelo sentido da vida, aproximando-nos de uma cosmovisão ancestral.
Arquiteto, cenógrafo, produtor cultural e pesquisador de cultura. Formado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), com intercâmbio acadêmico na Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Desenvolveu pesquisa acadêmica sobre as territorialidades transitórias da Festa de Yemanjá, em Salvador (BA), investigando relações entre espaço urbano, cultura e manifestações populares.
Seu curta-metragem Lugar de Memória foi selecionado para o Festival Internacional de Cinema de Arquitetura (ARCHcine), em Brasília.
Integrou a equipe de expografia da 14ª Bienal Brasileira de Design.
Atuou como produtor geral da exposição itinerante Futuro Carbono Zero, coordenando sua execução em diferentes cidades brasileiras até o encerramento do projeto durante a COP30, em Belém (PA).
Participou como arquiteto expositor da Bienal de Arquitetura Brasileira, em São Paulo (SP).
Sua atuação transita entre arquitetura, expografia, cenografia e produção cultural.
Desde a infância, desenha e explora a relação entre o ser humano e a natureza, tema central de seus trabalhos, que combinam técnicas das artes plásticas e do grafite e ocupam espaços públicos da cidade.
Em 2000, cofundou o coletivo Calangos de Rua, dedicado a levar arte e cultura às comunidades de Salvador. Sua trajetória também o levou a criar murais, realizar exposições e ministrar oficinas no Brasil, nos Estados Unidos e na Itália. Entre 2007 e 2010, viveu em Nova York, onde trabalhou como artista e arte-educador em escolas do Brooklyn e do Queens.
De volta a Salvador, apresentou exposições como Calangos, O Natural das Ruas, Orgânicos e O Poder da Floresta, além de realizar oficinas de grafite na Chapada Diamantina.
Ilê Ti OkànFoto da obra a receber
Ilê Ti Okàn
2024 | Técnica mista: resina e cabaça
Ilê Ti Okàn, “casa da alma”, transforma cabaças suspensas em moradas onde o sagrado habita. Pelas aberturas, o olhar encontra pequenos universos de silêncio e ancestralidade. Exposta em 2024 no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), em Salvador (BA), a obra de Eder Muniz, grafiteiro e muralista baiano, volta-se ao íntimo, onde sagrado e natureza se encontram.
Produtora audiovisual, diretora e fotógrafa, com experiência em documentários, videoclipes e séries.
Seu trabalho inclui direção, direção de fotografia, pesquisa, edição e produção, além da realização de oficinas de audiovisual para jovens e mulheres indígenas no Brasil e no exterior.
Também atua na curadoria e produção de festivais de cinema. Entre seus projetos estão Ãgawaraita, Tapajós Ãgawaraita e Meus Passos Vêm de Longe.
Suas produções e colaborações abordam histórias, culturas e territórios, com destaque para as narrativas dos povos indígenas.
ÃgawaraitáFoto da obra a receber
Ãgawaraitá
2022 | Docudrama em dois episódios: Nancy (16'24") e Mãe D'água (19'03")
Em Ãgawaraitá, nos episódios Nancy e Mãe D'água, indígenas e ribeirinhos da Amazônia contam histórias reais sobre o respeito à floresta e aos encantados, seres sagrados que habitam o cotidiano e a espiritualidade de quem vive em proximidade com ela. Priscila Tapajowara, realizadora amazônida, faz do audiovisual um espaço para a voz dos povos tradicionais.
Comunicador, fotógrafo e cineasta do povo Guajajara, da aldeia Piçarra Preta, no território indígena do Rio Pindaré, Maranhão.
Por meio da fotografia e do cinema, registra histórias, saberes ancestrais, rituais e a relação de seu povo com o território. Seu trabalho já colaborou com comunicadores indígenas e organizações como If Not Us Then Who, Icarus Complex Magazine, Rainforest Action Network, Amazon Watch e Wildscreen.
Para Genilson, a imagem é uma ferramenta de memória e resistência, capaz de contar, com cuidado e autenticidade, as histórias dos povos indígenas e dos territórios que protegem.
Sem TítuloFoto da obra a receber
Sem Título
2023–2025 | Fotografia digital | Canon 6D Mark II, lentes 24–70 mm e 50 mm
Rituais, pinturas corporais e cantos revelam um modo de vida em que corpo, floresta e território são inseparáveis. Do povo Guajajara, da aldeia Piçarra Preta, no território indígena do Rio Pindaré (MA), Genilson fotografa com atenção e cuidado as histórias de sua comunidade. Com exposições individuais na COP15, em Montreal, e na COP30, em Belém, seu trabalho afirma que resistir é permanecer em relação com a terra.
Artista visual, designer e fundadora do Bekka Studio, Brenda Guimarães transforma resíduos pós-consumo, como plástico e papelão, em matéria artística.
Sua pesquisa nasce da memória, da materialidade e do vínculo delicado entre o humano e a terra.
Entre arte e design, desloca o que é lixo para o campo do sensível e propõe novas formas de relação com o mundo que habitamos.
Luminária DelyFoto da obra a receber
Luminária Dely
2024 | Técnica mista: EPS e PEAD revestidos com massa de celulose 100% reciclada, pintura manual
Isopor e garrafas plásticas, que levariam mais de 400 anos para se decompor, ganham leveza e luz em tons âmbar e solares que evocam o calor da terra e a presença do oceano.
Mesa de Apoio AlgaFoto da obra a receber
Mesa de Apoio Alga
2025 | Técnica mista: papelão, madeira e latão revestidos com massa de celulose 100% reciclada
Camadas irregulares evocam as algas e transformam um rolo de papelão da indústria têxtil em escultura funcional. Entre arte, memória e alerta ambiental, a peça propõe uma relação de escuta com a matéria.
Quando Eu MergulheiFoto da obra a receber
Quando Eu Mergulhei
2026 | Série Abissal | Técnica mista: massa de celulose 100% reciclada e pigmento orgânico sobre madeira | 100 × 80 × 8 cm
Inspirada nas profundezas do oceano, a obra mergulha em um ecossistema imaginado, entre lembrança e sonho. Tons de azul denso e texturas remetem ao movimento das águas.